segunda-feira, 30 de novembro de 2015

“us puliça” X “us bandido”


Se houver um erro, procure a culpa no soldado. Se houverem mais erros, procure a culpa no “general” (A Arte da Guerra)

Lembram quando o Comandante da PMERJ resolveu comandar? Assumir o planejamento e emprego de seu efetivo? Pois é, já está exonerado. A PMERJ terá novo comandante a partir de janeiro de 2016.

No comando dos exércitos há sete males cruciais:

I. Executar cegamente ordens tomadas na Corte, segundo o arbítrio do príncipe, sem se ater às circunstâncias.

II. Tornar os oficiais confusos, despachando emissários que ignoram os assuntos militares.
III. Misturar regras próprias à ordem civil e à ordem militar.
IV. Confundir o rigor necessário ao governo do Estado e a flexibilidade que o comando das tropas requer.
V. Dividir a responsabilidade.
VI. Disseminar a suspeita, que engendra a desordem: um exército
confuso conduz à vitória do inimigo.
VII. Aguardar ordens em todas as circunstâncias. (A Arte da Guerra)

Vivemos uma rotina de guerra, policiais e bandidos se digladiam diariamente com seu arsenal. Como resultado os erros se sucedem, claro que por parte da PM, já que bandidos cagam e andam em quem pegue o tiro.

Lidar com esta “guerra” e com seu saldo de mortos, feridos, mutilados, incinerados não é nada fácil. Não há mente sã que consiga ficar sã. Polícia não é solução da violência, o Estado deve muito mais.

Mas, ignorando dolosamente isso, teimou em formar policial como uma “linha de montagem” de uma indústria.


Só que numa "linha de montagem" vagabunda e barata a um custo elevado.


Os erros vão acontecendo e a reciclagem de quem convive com isso nunca.
Comandar a policia militar deixou de ser um cargo de qualificações, é um bônus para aquele que se disponha a aceitar politica de governo e, se contrariar, é deposto.

Ao percorrer as fileiras de teu exército, se notares algum vazio, preenche-o. Se encontrares superabundância, reduz. Se perceberes algo alto demais, abaixa. Se houver algo excessivamente baixo, eleva. Se teus soldados de audaciosos se tornaram tímidos e temerosos, se neles a fraqueza tomou o lugar da força, a baixeza o da magnanimidade, fica certo de que o coração deles se corrompeu. Procura a causa da degradação e extirpa-a pela raiz. (A Arte da Guerra)

Obre este evento vergonhoso para a PMERJ, onde cinco pessoas foram fuziladas dentro de um carro sem característica de escolha de bandidos (pequeno, 1.0  e de duas portas) fica exposta a fragilidade e chances de que novamente volte a ocorrer, parece que o governo tem intenção de desqualificar ada vez mais a PM, facilitando sua desmilitarização.


Ouvi dois coronéis qualificados administrativa e operacionalmente da PMERJ, ambos apontam a falha, ela está na gestão, na gestão da segurança pública. Mesmo sem citar nomes, é notório que o “general” também deve ser incluído neste rol de acusados destas e de outras mortes ocorridas sem o amparo legal. Afinal, é sabido que temos um secretário de segurança marginal, marginal da Lei.

                                          Beltrame é acusado de improbidade administrativa

A Justiça do Rio de Janeiro aceitou nesta sexta-feira (9) a denúncia contra o Secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, por improbidade administrativa na aquisição de viaturas da Polícia Militar.

Quanto aos governadores, passado e atual, nem preciso comentar.

Mas tudo bem, apressaram em destituir o comandante da Unidade PM envolvida, um Coronel negro, integro  e capaz.

Imaginemos este meso fato acontecido na Zona Sul do Rio de Janeiro. Impossível de acontecer, sejam negros ou brancos. O policiamento lá está dinamizado para que isso não aconteça, enquanto nas periferias os policiais de menor graduação estão só e, por dolo, culpa, incompetência ou ignorância, vão cometendo os mesmos erros.

Será que a "linha de montagem" falhou na escolha da matéria prima?

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