quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Um feliz ano novo?


Estava eu dando uma olhada no PLN 7/2015 (projeto de lei que determina o orçamento para o ano de 2016) e encontrei o incrível número de R$ 2.953.546.387.308,00 (dois trilhões, novecentos e cinquenta e três bilhões, quinhentos
e quarenta e seis milhões, trezentos e oitenta e sete mil e trezentos e oito reais).


Ou seja, o governo planeja gastar em 2016 quase TRÊS TRILHÕES DE REAIS. Se quiser saber detalhes sobre como essa montanha de dinheiro será gasta, recomendo ir direto para a página 19 do documento.


Já aviso que contato com a dura realidade de dispêndios do governo pode estragar seu dia. Ali está a comprovação de que o suado dinheiro fruto do nosso trabalho vai, em sua grande maioria, pelo ralo. Mas eu convido vocês a um exercício de reflexão a partir desse desgosto: quão melhor seria o nosso país se limitássemos os gastos governamentais a um certo número BEM restrito de funções básicas (segurança, administração da justiça, saúde e educação de base, assistência e seguridade social mínimas para quem realmente precisa...).
Eu estou de saco cheio de viver nesse Brasil que vende o almoço para comprar o jantar. Não quero pagar (e nem quero que os meus filhos, netos e bisnetos paguem) a conta da irresponsabilidade fiscal do PT. E não quero sofrer eternamente as consequências da falta de noção do legislador constituinte de 1988 que se deixou levar pelo espírito natalino e, em vez de redigir uma carta constitucional que estabelecesse os pilares fundamentais da nossa organização política, optou por redigir algo próximo de uma 'carta a Papai Noel', colocando no papel (que, como sabemos, aceita tudo) uma série de obrigações ao Estado brasileiro que se sabia serem impossíveis de garantir sem que antes criássemos as condições materiais para que o país deixasse de ser miseravelmente pobre (lembrando que temos o 76o maior PIB per capita do Mundo).
Vivemos hoje, na prática, o fracasso contundente do Estado de Bem-Estar Social orientado por políticas econômicas de matriz Keynesiana. É possível, sim, dar-se assistência aos mais pobres e mais necessitados, ampliando as oportunidades daqueles que não foram - como eu e muitos dos que leem estas linhas - beneficiados pela loteria do destino. Mas não precisamos de um Estado obeso, paquidérmico, gelatinoso e sedentário para prover a assistência necessária nestas áreas. Precisamos, sim, de um Estado ágil, eficiente, inteligente, ciente das suas limitações físicas, financeiras e até epistemológicas.
Mas não nos enganemos: este Estado não vai se reformar sozinho, por conta própria. Precisamos de gente boa atuando na batalha das ideias e na batalha política. Somente assim venceremos a guerra - que não é uma guerra entre Direita e Esquerda, mas sim entre o ESTADO e o INDIVÍDUO.
Que 2016 nos traga ainda mais vitórias pela liberdade!

2 comentários:

  1. PTralhada corruPTa
    Fraudando de novo a enquete.
    Go tropa!
    www.votenaweb.com.br/projetos/impeachment

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  2. Já perguntei nesse blog antes!!!
    Por que o General FIGUEIREDO assinou a ANISTIA?
    Será que era para nossos FILHOS e NETOS convivesse com essa SACANAGEM toda!?
    Feliz Ano Novo...

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