terça-feira, 29 de março de 2016

Tá vendo que vai dar merda, né?

Sem pagamento a PMs extras, batalhões perderam até 30 policiais por dia nas ruas.

                       Os batalhões de Mesquita e São Gonçalo foram os que perderam mais policiais
Por conta do atraso nos pagamentos a policiais que aderem ao Regime Adicional de Serviço (RAS) e reforçam o policiamento ostensivo em todos os batalhões do estado, algumas unidades chegaram a perder até 30 policiais por dia. Segundo dados do Estado Maior da PM, entregues à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), as duas unidades que mais perderam agentes foram o 7º BPM (São Gonçalo) e o 20º BPM (Mesquita) — batalhões que tinham 900 vagas mensais de policiamento extra no segundo semestre do ano passado.

Ao EXTRA, PMs de ambos os batalhões confirmaram que, a partir do início de março, as unidades não receberam policiais que aderiram ao RAS. Ao todo, de acordo com o documento, no segundo semestre do ano passado, 560 vagas diárias eram divididas por 39 unidades.

Nas áreas de atuação desses dois batalhões, o número de roubos avançou em relação ao ano passado. Em fevereiro deste ano, foram registrados 885 roubos em São Gonçalo — 78% a mais do que o mesmo mês do ano passado. Já em Mesquita, houve um aumento de 24% nos registros deste tipo de crime.

Número de PMs extras nas ruas do Rio cai 99,2% em um ano.

Em um ano, a quantidade de PMs que adere ao Regime Adicional de Serviço (RAS) e reforça o policiamento ostensivo em todos os batalhões do estado diminuiu 99,2%. Em março e abril de 2015, o número de policiais que participava do programa a cada dia passava de 1.500, em média. Atualmente, por conta do atraso nos pagamentos, são apenas 12 agentes a mais nas ruas diariamente — veja no quadro ao lado. O levantamento foi feito pelo EXTRA com base em dados do Estado Maior da PM, entregues à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

UPP Maré não será inaugurada em 2016

Por causa da falta de verbas, a UPP do Complexo da Maré, uma das principais promessas da Segurança Pública para as Olimpíadas, não será implantada este ano. A informação foi dada ontem pelo secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
EXTRA

Uma crise preparada, que não teve sinais de que iria acontecer. Foi só entrar em debate a volta da CPMF para que ela eclodisse como um ovo posto uma chocadeira dinâmica, forçando uma barra, é claro.

Mas e o governador? Acometido também por um câncer dinâmico, lição aprendida com seus cúmplices Dilma e Lula, estratégia para quando a situação aperta e não sabem responder às indagações.


 Enquanto nos distraímos com incêndios de ônibus, crianças mortas por bala "perdida", com o impeachment de Dilma, sorrateiramente a CPMF pode aparecer num passe de mágica e por fim aos problemas do Rio de Janeiro, inclusive dando a cura ao "câncer" de pezão.



Um comentário: