quinta-feira, 28 de abril de 2016

O Comunismo não passa de uma adaptação do Feudalismo

O Comunismo não passa de uma adaptação do Feudalismo; dos quais o Capitalismo é o sistema contrário (antagônico).


O Feudalismo foi o sistema econômico, político e social que se fundamenta especialmente sobre o domínio da terra, cedido pelo senhor feudal ao vassalo em troca de serviços mútuos e que caracteriza a sociedade feudal. O senhor era o detentor dos meios de produção, enquanto os servos representavam a grande massa de camponeses que produziam a riqueza social. O senhor feudal ou suserano era quem tinha a posse (não propriedade) das terras e as cedia aos vassalos que deveriam trabalhar nelas para sustento próprio (subsistência) e, no que chamavam de corvéia, o trabalho gratuito para o senhor feudal durante três dias por semana. Quem concedia o uso da terra era um suserano, e quem a recebia era um vassalo. 



O feudo (terra) era o domínio (não propriedade) de um senhor feudal. Todos os poderes, jurídico, econômico e político concentravam-se nas mãos dos senhores feudais, detentores de lotes de terras (feudos). Feudo é a área de direito do senhor sobre as pessoas, coisas e terras. A educação era para poucos, pois só os filhos dos nobres estudavam. Os servos não tinham o domínio, muito menos, a propriedade da terra e estavam presos a ela. Não podiam ser vendidos como se fazia com os escravos, nem tinham liberdade de abandonar as terras onde nasceram. Nas camadas pobres, havia também os vilões. Os vilões eram homens livres que viviam no feudo, deviam algumas obrigações (tributos) aos senhores, como por exemplo, as banalidades, mas não estavam presos à terra, podendo sair dela quando o desejassem. 


A base do sistema feudal eram as relações servis de produção. Os servos viviam em extrema miséria; pois, além de estarem presos à terra por força de lei, estavam presos aos senhores, a quem deviam tributos. É o princípio de submissão do vassalo ao suserano, no qual assenta o sistema da sociedade feudal. Os senhores feudais conseguiam as terras porque o rei lhes dava o domínio (a qualquer tempo o monarca poderia tomar de volta). Os camponeses cuidavam da agropecuária dos feudos e, em troca, recebiam o direito a uma gleba de terra para morar, além da proteção contra ataques bárbaros (invasores).
No feudo se produzia apenas o necessário para o consumo da comunidade (subsistência), onde o trabalho servil envolvia uma série de obrigações, entre elas: os servos trabalhavam como rendeiros, pagando ao senhor com mercadorias ou prestações de serviços pelo uso da terra; cada família trabalhava gratuitamente durante alguns dias nas terras do senhor; cada servo pagava taxas pelo uso do moinho, do forno etc. Aos senhores feudais cabia a responsabilidade de formar exércitos particulares e construir castelos fortificados (tudo em benefício do rei), onde dentro e em torno dos quais se desenvolvia a comunidade feudal, protegida por eles (em favor do rei).
As características gerais do feudalismo são: poder descentralizado, economia baseada na agricultura de subsistência, trabalho servil e economia monetária e sem comércio, onde predomina a troca (escambo).



Os servos da gleba constituíam a maior parte da população camponesa: estavam presos à terra, sofriam intensa exploração, eram obrigados a prestarem serviços à nobreza (senhores feudais) e a pagar-lhes diversos tributos em troca da permissão de uso da terra e de proteção militar. Para receberem direito à moradia nas terras de seus senhores, juravam-lhe fidelidade e trabalho. Por sua vez, os nobres, para obterem a posse (não propriedade) do feudo faziam o mesmo juramento aos reis. A nobreza (também chamados de senhores feudais) tinha como principal função (dever estatal) a de guerrear, além de exercer considerável poder político sobre as demais classes. O rei lhes cedia (não dava) terras e estes lhe juravam ajuda militar (relações de suserania e vassalagem). As redes de vassalagem estendiam-se por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso (senhor feudal dos senhores feudais).
A nobreza feudal (senhores feudais, cavaleiros, condes, duques, viscondes) era detentora (não proprietária) de terras e arrecadava impostos dos camponeses (em favor do rei e para si mesmos); tais como, por exemplos:
- Corveia: trabalho compulsório (gratuito ou escravo) nas terras do senhor (manso senhorial) em alguns dias da semana;
- Talha: parte da produção do servo deveria ser entregue ao nobre (senhor feudal), geralmente um terço da produção;
- Banalidade: tributo cobrado pelo uso de instrumentos ou bens do feudo, como o moinho, o forno, o celeiro, as pontes e estradas. O trabalhador tinha que alugar as ferramentas de trabalho de seu "empregador". Assim, quando os servos iam para o manso senhorial, atravessando a ponte, tinham que pagar um pedágio, exceto quando para lá se dirigiam a fim de cuidar das terras do Senhor Feudal;
- Taxa de casamento: era paga pelo servo ao senhor feudal, quando aquele fosse se casar com uma mulher pertencente a outro feudo. No sul da França, especificamente, o senhor poderia, ou não, determinar que a noite de núpcias de uma serva seria para o usufruto dele próprio e não do marido oficial;
- Taxa de nascimento: taxa paga pelo servo, quando o seu filho nasce;
- Capitação: imposto pago por cada membro da família (por cabeça);
- Tostão de Pedro ou dízimo: 10% da produção do servo era pago à Igreja, utilizado para a manutenção da capela local. A Igreja doutrinava o povo a ser submisso aos senhores feudais. É o equivalente ao MEC, à Mídia/Imprensa e demais doutrinadores e intelectuais manipuladores comunistas da atualidade;
- Censo: tributo que os vilões (pessoas livres, vila) deviam pagar, em dinheiro, para a nobreza (senhores feudais);
- Taxa de Justiça: os servos e os vilões deviam pagar para serem julgados no tribunal do nobre;
- Formariage: quando o nobre resolvia se casar, todo servo era obrigado a pagar uma taxa para ajudar no casamento, regra também válida para quando um parente do nobre iria casar. Todo casamento que ocorresse entre servos deveria ser aceito pelo suserano;
- Mão Morta: era o pagamento de uma taxa para permanecer no feudo da família servil, em caso do falecimento do pai ou da família;
- Albergagem: obrigação do servo em hospedar o senhor feudal caso fosse necessário.
Reparem nas diversas coincidências. Não existia propriedade privada; tudo era do monarca (Estado). Todos trabalhavam para o Estado e dependiam do Estado para tudo. Havia a ilusão de que o povo ou os pobres poderiam prosperar através de sua atividade pessoal (artesanato, pequena área cultivada, pequena criação de animais, etc.), mas como o Estado possuía uma infinidade de tributos (impostos, taxas, contribuições, etc.) pesados e, assim, praticamente tudo o que produziam ou ganhavam era para o Estado; assim trabalhavam para sustentar o monarca (Estado). Sobre tudo o Estado recolhia tributos. Não havia salário, mas praticamente trabalho escravo. Os senhores feudais eram donos até da vida e dos corpos dos seus servos; recordando que o rei era o senhor dos senhores feudais.



Diante disso no Comunismo os "líderes" (ditadores demagogos) ou "as lideranças" (cabos eleitorais, líderes de movimentos sociais, presidentes de sindicatos, pelegos, políticos, professores, assistentes sociais, etc.) são os senhores feudais e os feudos são os territórios ou áreas de autoridade ou de influência desses "líderes". Já a "grande pátria", "grande continente" ou "união das repúblicas soviéticas/socialistas" é o império (reino) do "grande líder" (imperador/rei). Em resumo, os capatazes da fazenda são os senhores feudais. Os escravos são o povo. E o senhor da fazenda é o grande líder comunista.


O capitalismo é o sistema econômico onde as padarias, fábricas, indústrias, lojas, fazendas, etc, não pertencem ao Estado, mas sim aos empresários (livres iniciativa e empreendedorismo). O capitalismo visa produzir e distribuir as riquezas através do mercado, com preços que são determinados livremente pela oferta e pela procura. O sistema funciona assim: um proprietário de uma empresa contrata terceiros para produzir bens para vender para ter lucro.



Outro detalhe, através da Revolução Industrial na Inglaterra começou-se a difundir-se a ideia de combater e erradicar o trabalho escravo; bem como de eliminar a concepção de que o trabalho teria a finalidade de mera subsistência (consumo próprio), passando-se a produzir mais visando a comercialização (venda). Pregou-se que o trabalho deve ser remunerado (ser assalariado) e possui a finalidade de lucro (acúmulo de riquezas, ganho patrimonial). 



Assim o trabalhador remunerado gera um clico de circulação de riquezas. Explica-se. O trabalhador assalariado consome (compra) os produtos, bens e serviços dos empresários, que reinvestem em seus empreendimentos (ampliações, novas instalações, mais equipamentos, aumento da produção, abertura de filiais, novas atividades, novos ramos de negócios, novos produtos, etc.) para lucrarem mais, necessitando, assim, de mais empregados e, pela lei da oferta e da procura, aumentando os salários (a grande oferta de empregos eleva a remuneração: a necessidade de empregados que estão em falta no mercado resulta no aumento do salário; ou seja, se o trabalhador tem várias ofertas/opções de emprego, pode escolher o que melhor lhe pague), o que resulta em aumento nas vendas (mais trabalhadores assalariados e o aumento dos salários, resulta em mais dinheiro gasto no comércio). Além do que os empresários também são consumidores e, assim, quanto mais eles ganham, mais eles gastam também. Essa é verdadeira e eficaz distribuição de riquezas. Com a circulação do dinheiro, todos ganham. Isso é capitalismo!


Mas os intelectuais esquerdementes apregoam que o Feudalismo seria o Capitalismo, quando, na verdade, é justamente o contrário!
Rápidas comparações do Feudalismo com o Capitalismo:
- Feudalismo: Trabalho servil. Capitalismo: Trabalho assalariado.
- Feudalismo: Agricultura era o principal setor da economia. Capitalismo: Comércio, finanças e indústria prevalecem no sistema capitalista.
- Feudalismo: Economia baseada, principalmente, em trocas de mercadorias. Pouco uso de moedas. Capitalismo: Economia baseada na compra e venda de produtos com ampla utilização de moedas.
- Feudalismo: Trabalhador preso à terra, devendo obrigações ao senhor feudal. Capitalismo: Trabalhador livre para escolher a empresa na qual vai trabalhar.
- Feudalismo: Poder econômico concentrado nas mãos dos senhores feudais. Capitalismo: Poder econômico nas mãos da burguesia comercial, financeira e industrial.
- Feudalismo: sistema artesanal de produção de mercadorias. Capitalismo: sistema de produção baseado no uso de máquinas.
- Feudalismo: sociedade com pouca mobilidade social. Capitalismo: sociedade com maior mobilidade social.
- Feudalismo: baixo avanço no desenvolvimento de tecnologias. Capitalismo: grandes avanços no desenvolvimento de tecnologias.
- Feudalismo: prevalência do sistema de subsistência. Capitalismo: prevalência do sistema visando o lucro, acúmulo de capital e enriquecimento.

Adriano Caravina, advogado

Saiba mais: https://pt.scribd.com/…/Cuadro-Comparativo-de-las-Principal…

3 comentários:

  1. O comunismo realmente se assemelha às mais tenebrosas lendas sobre a Idade Média, que nada mais são do que ataques da esquerda contra o Cristianismo. A diferença é que o comunismo consegue ser pior do que as difamações contra os medievais.

    Sugiro um texto sobre a Idade Média de verdade: http://portalconservador.com/o-mito-da-idade-media-por-regine-pernoud/

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