quarta-feira, 31 de maio de 2017

Delegado do inquérito sobre morte de Teori Zavascki é assassinado em SC

O delegado Adriano Antonio Soares abriu o inquérito sobre o acidente aéreo que causou a morte do ministro Teori Zavascki

Foi morto nesta madrugada em Florianópolis o delegado envolvido no inquérito pela Polícia federal para investigar a morte do ministro do STF, Teori Zavascki, morto em janeiro num acidente de avião em Paraty-RJ. Adriano Antonio Soares estava com outro colega, Elias Escobar quando teriam sido mortos após um desentendimento em um bar. As informações são “Zero Hora”.
Um terceiro homem foi atingido no tiroteio e está internado.

Teori Zavascki era o juiz do Supremo Tribunal Federal na relatoria da Operação Lava Jato e o principal nome nas decisões do STF que envolviam envolvidos nas investigações da Polícia Federal e tinham foro privilegiado. Ele morreu num acidente de avião quando voltava de um fim de semana em Paraty no hotel de um amigo. O filho do juiz, em mais de uma vez, declarou ter dúvidas sobre se seu pai poderia ou não ter sido morto por conta de seu trabalho com a Lava Jato.
Adriano era o chefe da Polícia Federal em Angra dos Reis desde 2009 e era delegado da PF desde 1999. Junto com Adriano estava Elias Escobar, que chefiou a PF em Niterói e Volta Redonda e investigou envolvimento de policiais civis com o tráfico de drogas e ação de milícias.
Um “desentendimento” de bar não é cena comum em que um Delegado da Polícia Federal esteja presente, isso dá um ar de “cobertura” nesse assassinato. Por certo um Delegado há oito anos em ação na Cidade de Angra dos Reis tem condições de descobrir muito mais além de suas atribuições.

Num caso ocorrido há quinze anos, sete pessoas ligadas diretamente ao caso também foram assassinadas, o médico legista, um líder de quadrilha resgatado de helicóptero dois dias antes do crime, a pessoas que deu abrigo ao resgatado, um investigador da Polícia Civil de São Paulo, o garçom que serviu a ultima refeição, a testemunha da morte do garçom e o agente funerário. Nos resta aguardar e saber se neste caso do Delegado da polícia Federal, outras mortes acontecerão.



Um comentário:

  1. Delegados proficientes, que possuiam muitas informações investigativas em casos que chocaram a população brasileira, estariam nesse local possivelmente em busca de mais provas para seus relatórios...jamais se promiscuiriam com querelas de bar; esse álibi é inconsistente, precisamos elucidar os fatos com profundidade e imparcialidade.

    ResponderExcluir