terça-feira, 30 de maio de 2017

Temer pode entregar o poder aos militares após renuncia


Temer está em constante contato com os comandantes das Forças Armadas nos últimos dias. Durante as manifestações em Brasília os atos de vandalismos mostraram ao Brasil o que podem vir a ser os dias após o impeachment.
Acossado por denúncias de delatores da J&F na Lava Jato, o presidente Michel Temer manteve uma reunião com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e os três comandantes das Forças Armadas: Aeronáutica, Marinha e Exército. 
Muitos assessores do presidente se questionaram sobre o porquê do encontro de Temer com os militares num instante em que a crise era política, sobretudo. Dada a desconfiança em relação ao encontro, uma manifestação oficial sobre a reunião só veio a público bem mais tarde. O comandante do Exército, general Villas Bôas, tentou transmitir, por meio de nota, um clima de normalidade. Afirmou, na ocasião, que a “conjuntura atual” foi discutida e que a atuação do Exército tem por base os “pilares da estabilidade, legalidade e legitimidade…”.
Cinco dias após o encontro, Temer decidiu convocar as tropas federais para conter as manifestações contra seu governo. Estas ações estão sendo interpretadas por analistas políticos como o início de uma transição de poder. Diante do caótico quadro político, econômico e social que o Brasil está vivendo o presidente Michel Temer está preocupado com o que poderia vir a acontecer com a realização de mais um impeachment.
Com um cenário de polarização política entre extrema direita e extrema esquerda o Brasil pode viver uma verdadeira guerra civil. Constitucionalmente a deposição de Temer deveria ser seguida por uma eleição indireta que elegeria um novo presidente para comandar o Brasil até 31 de dezembro de 2018. No entanto os militantes de esquerda já tentam emplacar um golpe constitucional ao irem as ruas pedir eleições diretas.

O desespero da esquerda por eleições diretas em 2017 está intimamente relacionado com o crescimento de Lula nas pesquisas eleitorais nos últimos meses. A mídia conseguiu o transformar o réu em vítima e a população está comovida pelo fato dele ter perdido a esposa e ter que prestar longo depoimento na Lava Jato. De fato, hoje o Brasil corre sério risco de eleger Lula pela terceira vez.
Com uma condenação em segunda instância Lula estaria fora do jogo político de 2018 e sua militância pode ir ainda mais armada para as ruas para promover depredações e violências. Aí está a possível missão das Forças Armadas. Assumir o poder antes que o caos se estabeleça de vez no Brasil. Ao contrário de 1964 desta vez os militares não irão tirar o presidente a força. A Justiça fará isso de forma democrática e as Forças Armadas farão a transição contendo os possíveis excessos de militantes da extrema esquerda e/ou direita.


Nenhum comentário:

Postar um comentário