quarta-feira, 14 de junho de 2017

O PM entrou com a vida, o Estado fugiu.

Que as UPPs estão com sérios problemas é noticiado todos os dias. O próprio ex-secretário de segurança e até mesmo o atual do Rio de Janeiro já haviam externado essa opinião, porém, o que vi foi um grande esforço dos Policiais Militares para que esse projeto desse certo, vi diversos projetos em que os Militares davam aulas para as crianças, faziam festas de aniversários, comemorações e etc.... Porém, foi só o que vi, não vi o aparato estatal, não vi mudanças na lei penal, não vejo esforço para colocar em vigor leis que protejam a atuação policial.
O que vejo é um congresso nacional acabando as leis trabalhistas, destruindo a previdência e cuidando de seus próprios interesses e nada se fala ou faz para conter a violência com números de vítimas semelhantes a países em guerra.
Não vejo uma proteção legal aos crimes cometidos contra agentes de segurança pública no exercício da função. Quem ferir ou matar um policial, deveria passar no mínimo 30 anos na prisão, sem direito a progressão de regime, lembre-se, o crime nesse caso é contra o Estado e a sociedade;
Não vejo uma pena de mínima de 20 anos para bandidos que portam armas de guerra, como fuzis e granadas;
Não vejo uma discussão sobre a redução da maior idade penal. Já que o menor é inimputável, dobre a pena do maior que for pego com ele cometendo crime. Que o menor quando cometer um crime cujo a pena mínima for superior a 4 anos, que ele seja emancipado e para esse primeiro crime ele responde como menor, no próximo responderá como adulto;
Não vejo um aumento significativo nos crimes cometidos com uso de arma de fogo, por exemplo, roubo ou tráfico, se houver uso de armas de fogo, triplica a pena;
Não vejo o criminoso pagando por sua estadia na prisão, esse custo não pode ser dos cidadãos de bem, tem que ser do próprio criminoso;
Vejo teses do judiciário do tipo que a polícia não poderia ter abordado e um casal com diversas armas e drogas são libertados, se arma não funciona, não é porte.
O que vejo é uma sociedade buscando um culpado, quando todos tem sua parcela de culpa, não importa o número de policiais num país se o crime não for duramente combatido em todos os campos, quem compra produtos de origem duvidosa, propicia o crime, viciados, propiciam o crime, leis frágeis, propiciam o crime, uma sociedade omissa, que vende seu voto ou escolhe mal seus representantes, propiciam o crime, a cultura de vitimização do marginal, propicia o crime. Uma sociedade que se mobiliza e se ofende quando um bandido é morto pela polícia, mas que silencia quando um policial é brutalmente assassinado somente por ser um trabalhador de segurança pública, propicia o crime.

Mas, vamos seguir em frente buscando alguém para culpar e assim isentar a omissão dos demais. 
Gurgel Soares, Sargento PMERJ

Buscando um culpado, não é o policial. Vocês sociedade cavaram o problema, agora afundam no que alimentaram. Tomem uma decisão! O policial deu sua vida nas UPPs, extrapolou suas obrigações promovendo, na ausência do Estado, diversas atividades na intenção de ocupar as crianças fora do tráfico. Até poderia ter dado certo.

2 comentários:

  1. FALA COM ESSE SECRETÁRIO PARA MONTAR SUA SECRETARIA NA ZINA DO TRÁFICO E IR PARA LINHA DE FRENTE. FDP, SE ESSE VERME TRABALHAR UM DIA COM POLÍCIA ESTÁ FERRADO.

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  2. É cômodo estar de Secretário de um Estado falido com um salário excelente e prerrogativas atinentes.
    Deixar as coisas acontecerem até quando der, imitando o Governadotr, claro.

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